segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A justiça de Deus - descomplicando a leitura dos Evangelhos

Mateus 1 - capítulo onde se descreve a genealogia de Jesus, constando prostitutas, adúlteros, assassinos e pessoas normais com defeitos, para além das suas virtudes. E como José, homem justo (dic.Priberam online Imparcial, recto.   Razoável.  Pessoa que procede com justiça. ), teve de engolir uma injustiça e praticar outra em oculto no seu coração, para livrar a sua noiva/esposa, de ser apedrejada por adultério e fornicação e a ele próprio da humilhação; engoliu ainda mais a seco quando, afinal, a mentira e injúria que a sua noiva/esposa praticara, afinal era um plano de Deus, e ele teria de ser injusto, não-ortodoxo, sair do seu comportamento habitual e unir-se à pressa para, mais tarde, fugir sem explicação para o Egipto, ao invés de ficar junto da família na sua cidade natal, como todo o homem casado com profissão estável e casa própria.

É de Deus ter uma vida estruturada, organizada igual a todas as outras "vidas", socialmente correcta? Pertencer a uma linhagem de pelo menos 3 gerações "santas", sem desvios? É de Deus ser-se formatado e guardar a tradição? É de Deus fugir ao que se é, desde que se foi ensinado como ter uma vida que agrada a Deus?
Não me parece.
Mas é de Deus quando Ele escolhe aqueles que sabe que O vão obedecer apesar das circunstâncias, contra tudo e todos -  as autoridades eclesiásticas, a família, a sociedade e inclusive, a si próprio - tendo paz no coração e uma estranheza de o mundo ter virado 180º.

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